A chegada de novos membros está provocando reações rápidas entre os hatches populares. A Nissan resolveu dois problemas de uma vez: o pacote opcional Premium soma bancos em dois tons, conexão Bluetooth, farois de neblina, freios com ABS e EBD e sistema de som multimídia com comandos no volante. Mas o pulo-de-gato é que ele só pode vir na versão de topo, SR 1.6 16v flex. Seu preço inicial é de R$ 37.190 e ela mantém todo o pacote de itens de antes, incluindo o kit de spoilers e os adesivos externos.
Thursday, August 9, 2012
Nissan March SR Premium
Saturday, July 28, 2012
Hatches populares
Como não podia deixar de aparecer, aqui está o espaço dos populares. Sem informações como preço básico ou listas de itens porque isso varia demais com cada versão e em especial com cada estado, mas aqui se apresentará um resumo da situação de cada um. Tanto sobre sua competitividade no segmento como sobre a proximidade de eventuais face-lifts. Este artigo estará recebendo atualizações sempre que surgirem novidades na categoria, que de longe é a mais vendida do país.
Chery QQ: Chegou como o carro mais barato do país, mas manter essa meta fica difícil com a importação da China. Então ele se dedicou a aliar muitos itens a preço baixo, mas isso só mascara que se trata de um projeto antigo, na verdade até copiado de um da GM, e com qualidade de montagem que não é das melhores – basta um olhar mais atento a encaixes falhos e materiais com rebarbas. Some isso ao pós-venda de duvidoso e à iminente chegada de uma nova geração na terra natal, e o S18 se mostra mais atraente.
Chery S18: Atraente também porque quando a Chery concluir a fábrica brasileira pretende que este seja um dos modelos a se produzir aqui, o que reduziria seus preços e portanto mataria o QQ. Ele também tem pacote de itens fechado e completo, mas é curioso como seu desenho de linhas inchadas consegue gosto pior que o do irmão mais velho citado acima. Porém, gostos à parte, ele se torna uma boa compra por oferecer motor flex, e quando virar nacional pode até ganhar toda uma família de modelos.
Chevrolet Celta: Outro que surgiu com a missão de desbancar o Mille no menor preço do país, mas não conseguiu. Mas este se valeu do desenho esportivo de nascença, ganhou mais itens e no final conseguiu atravessar a década com êxito de vendas. Seu projeto é de 2000 com base no Corsa de 1994, então sua manutenção é das mais fáceis. Mas esta mesma idade é a razão da vinda de um sucessor, que aliás já está em gestação avançada. Ou seja, é de se esperar que o Celta não sobreviva por muito mais tempo.
Effa M100: Este foi o primeiro chinês da leva atual a chegar no país. Foi quem inaugurou a estratégia de mascarar seu defeitos tentando agradar não só com muitos itens como com o menor preço do mercado. Mas basta comentar que uma revista precisou interromper seu teste de longa duração por falta de condições satisfatórias de segurança para entender seu insucesso. E as críticas não param aí: acabamento de baixa qualidade, motor 1.0 muito fraco e movido só a gasolina, assistência técnica escassa...
Fiat Mille Economy: Surgiu em 1990 como uma mera versão do Uno, mas sua resistência de Highlander surpreendeu o país: passou de versão a modelo quando aquele saiu de linha, não se abalou com a chegada do Palio ou de suas versões básicas Young e Fire, e nem agora quando o próprio Uno ganhou nova geração. Tantos donos não podem estar errados: nessa faixa de preço design e luxo dão lugar a manutenção fácil e barata, bom espaço interno e motor econômico. E ele consegue tudo isso muito bem.
Fiat Palio Fire: Era até compreensível que ele atendesse os que queriam um carro mais barato mas sem viajar aos anos 80 com o Mille. Curioso é que mesmo com a chegada do novo Uno, este bem mais moderno, o Palio de entrada ainda defende vendas muito boas. Seus atrativos no meio dessa família tão grande de hatches Fiat são o estilo da que se considera a melhor fase do Palio antigo, motor com preparação Economy e talvez até a imagem, bem mais sóbria e discreta que a do tão famoso novato.
Fiat Uno: O que falar do primeiro carro a ameaçar a liderança de vendas do Gol desde 1987? Seu desenho lúdico e moderno tem agradado a tanta gente que não vai precisar mudar tão cedo. Aliás, a razão desse sucesso é a capacidade de agradar a todos: este camaleão tem versões aventureira, econônica, ecológica e esportiva, a maioria com duas ou quatro portas. Os motores são 1.0 e 1.4 Fire Evo. A linha 2013 melhorou a oferta e ganhou mais itens. A paleta de cores é a maior do país. E sua linha de acessórios é quase infinita.
Ford Ka: Surgiu nos anos 1990 tentando difundir o conceito europeu de subcompacto. Como aqui no Brasil esta faixa de preço atende a necessidades bem diferentes, ele só deslanchou em vendas depois da reforma de meia-vida, que lhe deu motor melhor e espaço decente para cinco e porta-malas. E então ele virou uma ótima opção para as famílias de até cinco pessoas. Porém, ele tem o diferencial da dirigibilidade esportiva, oriundo do projeto original e que no último face-lift se realçou com a versão Sport.
Nissan March 1.0: Importado do México, o March se vale do acordo de isenção de impostos entre os dois países para chegar ao Brasil num conjunto que vem lhe trazendo números de vendas excelentes. Afinal, ele faz uma escala menor da dobradinha de muitos itens e pouco preço que faz a fama dos chineses, e consegue fazer páreo às Quatro Grandes marcas. Além de superar os chineses com a estabilidade das operações de sua marca. Porém, é muito difícil engolir o estilo pokémon tão típico dos anos 1990…
Renault Clio: Este projeto chegou aqui logo depois da Europa, já com produção nacional e expectativas altas. Nunca virou líder de categoria, mas teve vendas expressivas até que a chegada do novo europeu acentuou sua idade – mais tarde nos recebemos o Sandero e o veterano foi rebaixado. Sua cabine não é um latifúndio, mas ele se destaca porque a contenção de custos só se restringiu à lista de itens: seu acabamento caprichado dos tempos de outrora ainda existe. Em breve ganha um face-lift.
Volkswagen Gol G4: Assim como o Mille, é um dos veteranos de sua marca que continua em linha apenas enquanto vender bem. Esta fase é o terceiro retoque do famoso “bolinha”, que ficou conhecida pela estabilidade, robustez e manutenção fácil e barata. Mas ver o G5 na mesma marca, muito mais moderno e não tão mais caro, comprar o antigo é mais questão de gosto que preço. Gosto pela cabine com peças (mal) enxertadas do Fox, motor antigo que faz o carro inteiro vibrar, visual antiquado, poucos itens…
Volkswagen Gol G5: Este sim é o Gol representativo. O visual moderno usa plataforma inspirada nos VW europeus e cabine mais espaçosa. A linha 2013 trouxe um face-lift parcial que lhe deixou igual ao resto dos VW, mas o lado bom é que ganhou versão Bluemotion. Ele vem melhor equipado que o G4, sua resistência mecânica já superou a fase dos frequentes recalls, e as versões mais caras usam motor 1.6 e podem ter câmbio automatizado I-Motion e versão Rallye. Em breve vem a versão duas-portas.
Tuesday, March 6, 2012
Linha Nissan 2013
É curioso notar que a Nissan até hoje não conseguiu deslanchar em vendas no Brasil, e não se sabe o motivo. Seja pelo design que não chama atenção, falta de tradição no país, eles só vieram a vislumbrar alguma possibilidade de mudança nos últimos meses, com a incursão nos segmentos mais baratos feita por March e Versa. Uma das poucas novidades que eles trazem para a linha 2013 é uma alteração nos preços que lhes incluiu, para melhorar o custo/benefício.
O carro-chefe é o moderno March, que agora custa R$ 800 a menos na versão básica, chegando por R$ 26.990, podendo receber dois pacotes de equipamentos, Plus (R$ 27.690) e Conforto (R$ 31.490). Já a versão S sai por R$ 32.890, ainda com o 1.0 de 74 cv. Com o 1.6 16v de 111 cv temos a S por R$ 35.390, a SV por R$ 37.490 e a esportiva SR, com um bonito pacote de acessórios no exterior por R$ 39.490.
Já o sedã Versa procura aliar a extensa lista de equipamentos do March a maior espaço em cabine e porta-malas. Mas a sua novidade principal é incorporar vidros elétricos dianteiros de série desde a versão básica S; esta parte de R$ 35.990. A intermediária SV sai por R$ 40.390 e a SL, de topo, aumentou R$ 400 e chegou em R$ 43.390. Esta última traz um generoso pacote de itens de série, com ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, sistema de som multimídia e trio elétrico.
Entretanto, os que buscam requinte foram os maiores agraciados com redução de preços. Por mais defasado que esteja, o hatchback Tiida perdeu R$ 3000 no preço da versão básica S, que agora sai por R$ 47.990. Já a SL começa em R$ 54.190 e é a única com opção de câmbio automático, que leva seu preço a R$ 58.190. Enquanto não há planos de chegada da nova geração, ele passou a viver do custo/benefício sem qualquer apelo relacionado a modernidade.
Thursday, November 10, 2011
Nissan March 1.6 16v
Depois de fazer a estreia da Nissan na guerra dos populares 1.0, o March se volta a outro público ao ganhar versões 1.6. Partem de R$ 35.890 e apostam outra vez na fartura de itens de série, mas agora aliada a um motor mais forte para tentar roubar clientes de modelos como Chevrolet Agile, Renault Sandero, VW Fox ou mesmo o novo Fiat Palio. Pena que seu ótimo custo/benefício não impede o March de carecer de um item importante nesta faixa de preço.
E tal item é o status. Compradores deste nível em geral saíram de um modelo de entrada, querem que o próximo carro ressalte o degrau que conseguiram subir. É por isso que as marcas ali citadas oferecem Celta, Clio, Gol e Uno para a proposta do custo baixo, e começam a apostar em requinte em outros modelos, não em versões dos mesmos. Ou seja, vai ser difícil que um March mais caro venda bem, porque sua imagem sempre vai ser abalada pela presença massiva das versões bem mais baratas mas muito parecidas visualmente. Além de seu jeito pequenino rejeitar qualquer pretensão de imponência…
Mas se o desenho é uma bela viagem à década retrasada, seu destaque é bem moderno. O 1.6 16v é derivado do 1.8 16v que equipa outros modelos da marca, e gera potência e torque de 111 cv e 15,1 kgfm, para 0 a 100 km/ em 9s5 e velocidade máxima de 191 km/h. Com o 1.6 o March traz três versões, estando a esportiva SR no topo. A básica, 1.6 S, já traz ar-condicionado, direção elétrica, airbag duplo e trio elétrico. Eor R$ 37.990 a SV agrega rodas de liga leve aro 15, sistema de som multimídia e alarme com controle remoto.
Nissan March SR
A chegada do 1.6 16v o March coroou sua linha com a esportiva SR. Por R$ 39.990 não se pode esperar muito, mas o foco dele é mesmo o custo/benefício: traz o ótimo pacote de série da SV em preto ou cinza, e também um kit aerodinâmico com spoilers dianteiro, traseiro e laterais, retrovisores prata, ponteira de escape cromada e rodas de liga leve de 15” escurecidas. Seus 111 cv e 15,1 kgfm o levam de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e à máxima de 191 km/h.
Thursday, September 22, 2011
Nissan March
A marca japonesa decidiu que quer seus 5% do mercado nacional, e pelo jeito não está de brincadeira. Sua atual investida é nada menos que na guerra do segmento de entrada, em que brigam ferrenhamente veteranos como Ford Ka, Fiat Mille e VW Gol. E sua concorrência parece não sair muito destes modelos, já que o recente aumento do IPI para importados deve fazer novatas como Chery e JAC serem catapultadas de volta à China.
Além da já cansativa fórmula “muito equipamento e pouco preço”, o March se diferencia por usar a moderna plataforma V, com foco na construção mais fácil e de custo reduzido, além de ostentar um ótimo aproveitamento de espaço. Quanto a motores, a parceira Renault lhe fornece o 1.0 flex de 74 cv, que em novembro será acompanhado do 1.6 16v e de mais versões. A cabine traz linhas curvadas propondo um estilo jovial, ainda que este tema já tenha sido muito explorado pelo segmento no mundo.
Falando em design, o March é um daqueles carros que se encaixariam melhor em outra década. Por que seu desenho é futurista? De jeito nenhum. Suas formas arredondadas são simpáticas, mas lembram modelos dos anos 90, e isso não é um elogio; é o tipo de modelo que assim que perder o gosto de novidade vai envelhecer rápido. Afinal não tem personalidade: nem inclinação esportiva como o Gol, nem apoio na identidade da marca como o Chevrolet Celta e muito menos um fortíssimo carisma como o do Fiat Uno.
Mas fechando os olhos – ou se imaginando 15 anos atrás – podemos lembrar dos itens de série que ele já traz na versão básica, de R$ 27.790: airbag duplo, computador de bordo e conta-giros, com opção dos pacotes Plus (R$ 28.490) e Conforto (R$ 31.990). A 1.0 S agrega trio elétrico, ar-condicionado e direção elétrica, com rodas aro 15” como opcional, por R$ 33.390. O March oferece três anos de garantia e revisões programadas a cada 10 mil km, com a primeira saindo por R$ 149.
